Marco Oliveira

  É foda por que São milhões de orgasmos Pessoas gritando Morrendo nascendo Tudo está acontecendo Agora A cada letra que digito Na tela nervosa Rachada do celular Agora A cada dígito que roda Na bolsa Nas apostas Na máquina registradora Caça níquel De cada bala perdida Camisinha Croissant Cruzando os céus Bilhões de gemidos Estrelas que explodem E depois a vida com suas esquinas Encruzilhadas esquisitíssimas Aquelas perguntas Tudo Agora Ao mesmo tempo Quantos tiros disparados? Mensagens disparadas Quantas bombas detonadas? Agora Milhões de pessoas Que não param...
  • mayo 3, 2022
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  Alexandre Dacosta é artista visual, músico, compositor, cineasta, ator e poeta. Realizou 17 exposições individuais, RJ/SP/PE e Montevideo /Uruguai, e mais de 100 coletivas no Brasil e no exterior. Recebeu 2 prêmios de pintura: IBEU (1985) e Secretária de Cultura no XVIII Salão de Belo Horizonte MG (1986). Foi professor do Curso Fundamentação na Escola de Artes Visuais do Parque Lage/ RJ (2011-2016). Em 1981 cria com Ricardo Basbaum a “Dupla Especializada” e dois anos depois o Grupo “6 Mãos”, com Basbaum e Barrão. Integra o Grupo 8...
  • abril 25, 2022
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Pau Mandado   Fadado o touro ataca e tu sabes que cor q ele mata? meu sangue é vermelho, então visto a camisa, fechando com eles, graças a Deusa, a Isa! graças a Ira! cas brabas e os mano da fala,   Impomos defesa, fechamo num ciclo toureiros ou toulas não somos mar muleke é cada barra, batalha dá sobrevivência, É sobre viver no Hell, de Janeiro a janeiro   na rima ele taca, chama-da revolta eu chamo levante a paz inexiste onde existe mordaça e nada acontece largando...
  • noviembre 11, 2021
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  Bruno Cosentino é cantor e compositor. Parceiro de poetas contemporâneos como Eucanaã Ferraz, Antonio Cicero, Paulo Henriques Britto e o colombiano Carlos Milán. Em 2012, lançou parte dessa parcerias em A eletrônica e musical figuração das coisas, seu primeiro álbum, com a banda Isadora. Desde então, integrou a banda Panamericana, composta por Dado Villa-Lobos, Dé Palmeira, Charles Gavin e Tony Platão. Participou da regravação do primeiro disco de Jards Macalé e do disco/show/documentário “Projeto Agenor: canções de Cazuza”, idealizado pelo Dj Zé Pedro. Participou do show comemorativo em...
  • septiembre 24, 2021
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Ele mesmo: Maiakovski*   Ao Boris (óbvio)   A antiga aldeia de Bagdádi tem o nome de Maiakóvski   é poeta (diz primeiro receia que se duvide?) e segue: é justamente por isto que sou in teressante   sobre isto escrevo sobre o restante: apenas se foi defendido com a palavra   só me lembro no ano mil e cem certos dórios foram estabelecer-se não sei onde   nado livremente em minha cronologia   noções do poético: atrás da parede murmúrio infindável papai e mamãe   não dormi a...
  • septiembre 3, 2021
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Pedro Rocha (1976 – Rio de Janeiro) é poeta, editor na Dantes Editora e professor na EAV – Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Publicou os livros “Escrita de Galo” (coleção sec.xxi – 2002); “Onze” (Azougue Editorial, 2002); “Chão Inquieto” (Editora 7Letras – 2010); “Experiência do Calor” (Dantes Editorial, selo: Lábia Gentil – 2014); “Ogivas de Urgência” (Editora 7Letras, selo: Megamini – 2015); NERVO VERSO (Independente – 2018); “Ojù Axé” (Editora Autografia, selo: bem-te-li – 2019). Integra o coletivo Trëma. É fundador do CEP 20.000 e idealizador do...
  • junio 30, 2021
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Sinopse Inspirados em uma das lendas da violeta, que começa a eclodir ao final do rigoroso inverno para florir irradiante na primavera, Val Mello e Jorge Ventura costuram seus poemas de modo a exprimir o canto de amor sobre a saudade, de acalanto sobre a angústia, de equilíbrio sobre o desespero. A obra A Violeta Dezenove – Uma Transmutação Pandêmica expõe os sentimentos de tantos humanos no planeta Terra, as dores da pandemia e a alegria suprimida pela ausência de parentes, amigos, vizinhos e conhecidos que se foram, sobrando...
  • mayo 25, 2021
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Rastros sonoros Como aterrissar das nuvens de sonhos? Quando a noite rompe apagando a luz? A sabedoria de um corpo sempre seduz Na penumbra de um entardecer de frio E todo aquele universo antes sem brio Tira desta angústia do lugar nenhum TUM TUM TUM TUM TUM TUM TUM Meu coração batendo forte lá dentro Queimando feito Sol neste momento… Silêncio e Memória As palavras go te jam a arte do traçado irregular Ente o Silêncio e a memória Tudo será possível na lembrança Quando o espaço-tempo se mescla...
  • mayo 17, 2021
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Toda mãe tem as duas mãos quebradas, e são para quem nunca as concedeu. Como se fosse inconcebível fado o nome carregado, o nume dado da vila inacabada. Quem te deu que vai ruindo todo nas quebradas um erro infando, as contas de um abrigo perto, teus descontentos descontando? Conta nos anos tua perda estando dia. Te deu a casa em desabrigo, o tempo dava o som do nunca sido: cordas umbilicais, teu nome quando, pra comungar, as coisas desvalando, dia te deu um sono desabrido. Dia te deu...
  • abril 19, 2021
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Desalento Meus olhos esperançaram aurora, mas o dia foi chumbo. A chuva teimou em não deitar sobre a terra e lavar tudo. Há estilhaços cardíacos no meu apartamento e manchas vermelhas nas paredes. Por falta de chuva, derramo lágrimas como um rio para lavar a barbárie em que se ergue a nação. Pudesse eu limpar tudo, faria ainda que secasse inteira vertendo-me líquida. Inútil desejo. Penar é só um passo na história da des-humanidade. Não há chuva, nem auroras nem violetas no horizonte. Por não ter o que me...
  • febrero 26, 2021
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septiembre 28, 2022
septiembre 20, 2022
Olga Orozco
septiembre 19, 2022