Marco Oliveira

Cronologia do limbo: Dia 1 Rotas de navegação as tenho Menos o mar Não sei mais o caminho para o mar Me enterro Sei dos meus pés os limpo os lavo o cheiro da terra não sai Tenho me tornado bicho? Uma árvore? Alguma erva daninha? Que dano eu posso causar? Marcas marinhas as tenho Do meu tempo peixe faço fácil chorar Umedeço E a terra toda parece gostar e floresço Deve ser algum plano verdejar esse canto escuro molhar esse planalto seco enraizar esse solo raso Mas rotas...
  • febrero 10, 2021
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O Salto Ceumar fez a canção em março e Caco Pontes criou os versos em ressonâncias misteriosas com a Grande Mutação de dezembro de 2020. Algo já estava no ar e a música/ poema/imagens se alinharam ao momento cósmico iminente. A canção “O Salto” foi feita por Ceumar em março de 2020, no início da quarentena, devido à pandemia de Covid-19 e a chegada do vírus ao Brasil. Todas as perguntas estavam no ar e também a busca por respostas. No mesmo período, a cantora e compositora enviou o...
  • febrero 2, 2021
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OSSOS a distância enche a imaginação de alegorias das alegrias antigas que colecionamos quando é noite os silêncios se avolumam e as suposições convertem em bichos as sombras não me desculpe as loucuras os desacertos as vertigens a vida é toda sobre ir e se o caminho tem caso com a desavença a poesia fica sendo o sapato de amansar o calo da existência. felicidade devia ser perto. mas – é certo que a gente [será só eu? guarda esse talento crônico pra lonjura não me culpe as escusas...
  • enero 27, 2021
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Neste tempo escuro Desafortunada é a morte e vou escrevendo na parede o medo . A dor dos que estão presos no casulo. Não respiro cristais e de boca aberta dormem os sonhos. Vivos cuidamos dos vivos, mas não cuido nem de mim neste refúgio de fundas grutas. E o homem mastiga o homem. E vem parir com a noite escuras ervas. República, não ousas murmurar o que no sótão armas, nem conceber sequer em tua concha, pérolas. O que é mistério à erudição engana. E o que brota...
  • noviembre 11, 2020
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Haute cuisine      A linguagem nebulosa dos trapaceiros serve apenas a objetivos temporários. Ezra Pound   Vende-se Poema limpinho, recatado, do lar, gestos medidos, voz doce, Inspirado em __________ ou ____________ (preencha você), Fácil de escrever, “conceitual à beça” prosaico até dizer chega Não fede nem cheira Sem susto nem substância Recheado de clichês Vende-se Vendo-me Foda-se Inocência morreu de velhice e álcool Quero aproveitar minha evidência Os 15 minutos de Andy Warhol Em lugar de poesia eu trago a pose (o que você achou que fosse?) Não...
  • octubre 9, 2020
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      Alex Frechette é artista plástico e trabalha prioritariamente com desenho, pintura, objetos e vídeos junto a temáticas sociais. É mestre em Turismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF), especialista em Arte e Cultura pela Universidade Candido Mendes (UCAM), licenciado em Educação Artística pela Universidade Candido Mendes e Instituto A Vez do Mestre (UCAM-AVM) e bacharel em Pintura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Vive e trabalha em Niterói-RJ.    Love2
  • septiembre 22, 2020
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SUA MSG NÃO FOI RESPONDIDA COM SUCESSO porque estava limpando a bunda da minha filha porque carbonizei o arroz e entupi o ralo da pia porque baixaram um decreto novo enquanto via as novidades do pornhub porque a louça tem vida própria e não se lava sozinha porque o trabalho se tornou uma entidade que só devolve meu corpo após às 18h porque o aspirador virou uma extensão inoxidável do meu corpo porque empalava mentalmente meus vizinhos patriotas porque não consigo digitar nada são porque tentei ler ulisses do...
  • septiembre 6, 2020
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A hora certa Certas coisas acabam na hora certa: mas essas são tão raras; pois quase todas as coisas se enterram bem antes de acabadas, esboços de si mesmas, ou então depois da própria morte, em estado de decomposição: por exemplo, os amores, os ideais, a juventude, as vidas dos animais, dos seres humanos e dos deuses, as cantadas, os poemas… Mas viva o que consiga inopinadamente chegar ao próprio termo na hora exata.   — Poema inedito     Nihil nada sustenta no nada esta terra nada este...
  • agosto 21, 2020
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TODOS NA TUMBA (a Charles Bukowski)   Charles, ninguém se importa com você. Seu poema não importa. Nem a lama nos sapatos do jovem que acaba de fugir de casa e tem nas mãos um pássaro com a perna quebrada. Observo da janela da sala: ninguém se importa com eles. Você não sabia? Você não se lembrava? A cerveja que busco na geladeira, derramo-a em dois copos e, solitária, brindo ao amor. Que importa se os transeuntes deixaram os olhos em casa?     TEATRO   O vizinho do...
  • julio 27, 2020
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Baderneira “Me chamaram de Baderneira.  A origem desse nome se deve à bailarina italiana Marieta Baderna que se refugiou no Brasil em meados de 1849. Devido ao seu espírito livre, revolucionário e contestador, ela ganhou muitos admiradores, que começaram a protestar contra os conservadores que queriam silenciar a artista. Baderna não é apropriada como sinônimo de bagunça e desordem. Baderna deveria ser sinônimo de arte”. – Ana Pose     Natural do Rio de Janeiro, RJ. Graduada em Educação (USU) e pós graduação em psicopedagogia. Graduada em Moda (UCM)....
  • julio 15, 2020
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