Brasil

LA HORA CERO 1. A casa amarela tem dois cães. Na casa amarela havia dois cães. Morreram, os dois, de alguma morte canina. Ou por mão humana. Um após o outro, no espaço de uma semana. Desde então, olhamo-nos todos com ar animal. A pergunta que não cala é quem será agora. O próximo. Se meu cão. Se o seu. Se o do vizinho. Ou se serei eu o próximo a cair. De alguma morte, canina ou humana.   La casa amarilla tiene dos perros. En la casa amarilla...
  • septiembre 28, 2020
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foto de Cristina Barros Barreto NOITE DE QUARENTENA Negra montanha não cede à lua nem às estrelas. Noturno impassível sem céu nenhum e sim o rochedo subindo não sei até onde o seu cume. Quando chegaremos a altura segura que acende a lua e o punhado de estrelas? ÁREA DE RISCO A seta da caneta mais rabisca do que escreve. Crava letra por letra em linhas pontudas e o que parecia ser um verso é reverso fere por amor e medo e tudo em fim acaba ou enfim… com...
  • septiembre 22, 2020
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Traducción por Hermes Vargas GREENWICH A linha entre o ar e as águas. Ou apenas a linha já destituída das conquistas e das torpezas que atravessaram todos os mares. Um horizonte povoado de onde se olha para o alto e depois se desce o rio – e a ilha fica para trás. O Tâmisa preenche as ruas faz uma curva imensa (uma curva grávida e lenta) até os pubs fecharem. Fantasmas de soslaio vêm por aqui almirantes defuntos vias férreas, telescópios tudo sobe a colina. O labirinto resoluto finca...
  • septiembre 10, 2020
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  foto de Prisca Agustoni SIGNO El signo es cimarrón, el texto una cimarronada, a veces en los relatos, otras afuera de la memoria. Preso, no dice nada, libre se esconde en la plaza. Tiembla el centro de la página, se extravía al margen. El signo crea una fortaleza – quien la asalta se hunde. Su laceración no es la de la piedra, el signo cimarrón se mueve. PASEOS juan mauricio rugendas capturó escenas que acercan río de janeiro a lima. no por la textura de bosques y montañas....
  • septiembre 1, 2020
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CORTEJO NOTURNO trouxe na lua crescente uma canastra de peixes (as guelras membranas baças de romãs despedaçadas) nos lampejos da minguante um puçá de caranguejos: tanino do mangue-bravo fez o azul das carapaças das fasquias de taquara fisgou argolas de palha; as plumas de maguari transbordando das cabaças no cesto da lua nova frutos roxos de figueira, gavelas, paveias, feixes para o leito sobre a areia ROÇA BARROCA As almas são visíveis em forma de sombras. Da religião Guarani, via Schaden viu o primeiro sol depois do inverno desembrulhar,...
  • agosto 26, 2020
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fotografia de Cassiano Fróes O OBSERVADOR OBSERVADO Quando eu me largo, porque achei no animal que observo atentamente um objeto mais interessante de estudo do que eu e minhas mazelas ou imoderadas alegrias; e largando de lado, no processo, todo e qualquer vestígio de quem sou, lembranças, compromissos ou datas ou dores que ainda ficam doendo; quando, hirto, parado, concentrado, para não assustá-lo, com o animal me confundo, já sem saber a qual dos dois pertence a consciência de mim — — qualquer coisa maior se estabelece nesta ausência...
  • agosto 19, 2020
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FEZ AMOR COM O SOL    Hoje B. se deitou ao sol Mas não lhe bastava estar vestida com um biquíni mínimo Queria estar nua E não queria provocar ninguém A não ser ela mesma – sem saber Tirou os óculos escuros pra ver a luminosidade real das coisas Pequenas e grandes Encostou o bico dos seios contra a canga dourada Alguns segundos e desconfio que Klimt enxergaria uma espécie de Danae pós-moderna pandêmica Enfiada no metro quadrado da sua própria casa Obrigada a conviver com a solitude E...
  • agosto 18, 2020
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VESTÍGIOS DE AVALOVARA I. reversibilidade vertiginosa das palavras rumor do mar pela costa este horizonte um mapa apanha traços do destino emaranha tua voz paragem em que meus ossos rangem tuas costas que parecem ir para sempre espirais sem início ou fim II. teus pés cavados nas plantas curvas e claras as solas tocam o solo escuro do futuro e com as pontas dos dedos dispersar sementes para germinação na primavera cavar a terra revolvê-la flor e fruto virá-la transplantar-se III. damo-nos as mãos morna e cautelosa palma contra...
  • agosto 13, 2020
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E então por ver a nova esposinha cortar os dedos toda vez que se atrevia a cozinhar, comprou-lhe um ralador (a inocente pulou de alegria). Hoje, enquanto descascava o indescascável, extirpou uma unha no ralador. Chora o polegar esquerdo. Chora a cólica, chora por qualquer coisinha. Chora, neném. A vida é uma puta com um ralador na mão. e foi quando a equipe médica entrou no quarto que o Doutor recusou-me o tratamento e negou enfaticamente a minha internação, alegando que meu caso era de exorcismo e eu achei...
  • agosto 3, 2020
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Tenochtitlán ¿quién liberará el crepúsculo de los viejos pecados? mejor aún: ¿quién entenderá a la luna ecuatorial bordando con estrellas la larga noche que se arrastra desde hace siglos?   en una playa guatemalteca duermen la tristeza y la esperanza del corazón latinoamericano revolucionario y suave en nuestras caras máscaras aztecas forman nuestros rostros y el extraño sacrificio de la vida aún corre dentro de nosotros   cuántos doblones de oro no pagarían por la captura de mi alma… Wall Street Para Howard Piggee estoy de pie en una...
  • julio 30, 2020
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