poesía brasileña

tradução: Agustin Arosteguy CORCOVAS fiquei no trem que não passou no verbo que escapou pela pele o céu reduziu os espaços e arreganhei os dentes atrás da burca engoli a chave que carregava no pescoço nenhum pensamento depois do seu sopro montei o bicho no silêncio das corcovas a maldição do muro saltado onde foi que não mastigamos o sal? em que língua choravam seu nome empedrado?   JOROBAS quedé en el tren que no pasó en el verbo que escapó por la piel el cielo redujo los espacios...
  • marzo 10, 2021
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Desalento Meus olhos esperançaram aurora, mas o dia foi chumbo. A chuva teimou em não deitar sobre a terra e lavar tudo. Há estilhaços cardíacos no meu apartamento e manchas vermelhas nas paredes. Por falta de chuva, derramo lágrimas como um rio para lavar a barbárie em que se ergue a nação. Pudesse eu limpar tudo, faria ainda que secasse inteira vertendo-me líquida. Inútil desejo. Penar é só um passo na história da des-humanidade. Não há chuva, nem auroras nem violetas no horizonte. Por não ter o que me...
  • febrero 26, 2021
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Cronologia do limbo: Dia 1 Rotas de navegação as tenho Menos o mar Não sei mais o caminho para o mar Me enterro Sei dos meus pés os limpo os lavo o cheiro da terra não sai Tenho me tornado bicho? Uma árvore? Alguma erva daninha? Que dano eu posso causar? Marcas marinhas as tenho Do meu tempo peixe faço fácil chorar Umedeço E a terra toda parece gostar e floresço Deve ser algum plano verdejar esse canto escuro molhar esse planalto seco enraizar esse solo raso Mas rotas...
  • febrero 10, 2021
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AZUL Há algo triste no azul dos teus olhos, algo perdido e infinito neste azul dos teus olhos, algo de azul no triste dos teus olhos. Há algo de teus olhos neste triste azul, algo perdido no infinito do azul dos teus olhos, algo infinito no azul perdido dos teus olhos. Há algo azul no infinito triste dos teus olhos perdidos. [Repátria, São Paulo, Selo Demônio Negro, 2015] AZUL Hay algo triste en tus ojos azules, algo perdido e infinito en este azul de tus ojos, algo azul en...
  • febrero 8, 2021
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O Salto Ceumar fez a canção em março e Caco Pontes criou os versos em ressonâncias misteriosas com a Grande Mutação de dezembro de 2020. Algo já estava no ar e a música/ poema/imagens se alinharam ao momento cósmico iminente. A canção “O Salto” foi feita por Ceumar em março de 2020, no início da quarentena, devido à pandemia de Covid-19 e a chegada do vírus ao Brasil. Todas as perguntas estavam no ar e também a busca por respostas. No mesmo período, a cantora e compositora enviou o...
  • febrero 2, 2021
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OSSOS a distância enche a imaginação de alegorias das alegrias antigas que colecionamos quando é noite os silêncios se avolumam e as suposições convertem em bichos as sombras não me desculpe as loucuras os desacertos as vertigens a vida é toda sobre ir e se o caminho tem caso com a desavença a poesia fica sendo o sapato de amansar o calo da existência. felicidade devia ser perto. mas – é certo que a gente [será só eu? guarda esse talento crônico pra lonjura não me culpe as escusas...
  • enero 27, 2021
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SERRA SEM FIM (este texto é parte de uma sequência que ainda venho escrevendo, em prosa poética. a “serra sem fim” tem como base a cena do vapor pairando sobre o rio das antas, cedo da manhã, na serra gaúcha) a mulher nascida na serra sem fim se levanta os fios do seu cabelo amanhecem úmidos, de terem sido lavados muito tarde ontem. ela sente o assoalho – a planta dos pés da mulher da serra sem fim é sempre áspera. ela vive caminhando descalça no chão de pedra...
  • diciembre 18, 2020
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Neste tempo escuro Desafortunada é a morte e vou escrevendo na parede o medo . A dor dos que estão presos no casulo. Não respiro cristais e de boca aberta dormem os sonhos. Vivos cuidamos dos vivos, mas não cuido nem de mim neste refúgio de fundas grutas. E o homem mastiga o homem. E vem parir com a noite escuras ervas. República, não ousas murmurar o que no sótão armas, nem conceber sequer em tua concha, pérolas. O que é mistério à erudição engana. E o que brota...
  • noviembre 11, 2020
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FONTES DE RENDA Era uma vez uma cidadezinha medieval predestinada por poderosa tempestade que fez do seu rio um canal de navegação natural ao longo de séculos de prosperidade. Um dia, empobrecida pelo lodo que de novo o obstruiu, a Bruges restava ainda a renda como fonte de renda. -x- Renda que vem de “reddere”, re-dar, dar de novo, devolver. -x- Renda e bordado: ao tempo tangivelmente tecido fraternais filiados. Quatro horas de trabalho rendem um mínimo centímetro de renda que assim aufere valor agregado como acontece ao bordado...
  • octubre 22, 2020
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Haute cuisine      A linguagem nebulosa dos trapaceiros serve apenas a objetivos temporários. Ezra Pound   Vende-se Poema limpinho, recatado, do lar, gestos medidos, voz doce, Inspirado em __________ ou ____________ (preencha você), Fácil de escrever, “conceitual à beça” prosaico até dizer chega Não fede nem cheira Sem susto nem substância Recheado de clichês Vende-se Vendo-me Foda-se Inocência morreu de velhice e álcool Quero aproveitar minha evidência Os 15 minutos de Andy Warhol Em lugar de poesia eu trago a pose (o que você achou que fosse?) Não...
  • octubre 9, 2020
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