poesía contemporánea

Sinopse Inspirados em uma das lendas da violeta, que começa a eclodir ao final do rigoroso inverno para florir irradiante na primavera, Val Mello e Jorge Ventura costuram seus poemas de modo a exprimir o canto de amor sobre a saudade, de acalanto sobre a angústia, de equilíbrio sobre o desespero. A obra A Violeta Dezenove – Uma Transmutação Pandêmica expõe os sentimentos de tantos humanos no planeta Terra, as dores da pandemia e a alegria suprimida pela ausência de parentes, amigos, vizinhos e conhecidos que se foram, sobrando...
  • mayo 25, 2021
  • 0 Comentarios
Leer más
Rastros sonoros Como aterrissar das nuvens de sonhos? Quando a noite rompe apagando a luz? A sabedoria de um corpo sempre seduz Na penumbra de um entardecer de frio E todo aquele universo antes sem brio Tira desta angústia do lugar nenhum TUM TUM TUM TUM TUM TUM TUM Meu coração batendo forte lá dentro Queimando feito Sol neste momento… Silêncio e Memória As palavras go te jam a arte do traçado irregular Ente o Silêncio e a memória Tudo será possível na lembrança Quando o espaço-tempo se mescla...
  • mayo 17, 2021
  • 0 Comentarios
Leer más
Toda mãe tem as duas mãos quebradas, e são para quem nunca as concedeu. Como se fosse inconcebível fado o nome carregado, o nume dado da vila inacabada. Quem te deu que vai ruindo todo nas quebradas um erro infando, as contas de um abrigo perto, teus descontentos descontando? Conta nos anos tua perda estando dia. Te deu a casa em desabrigo, o tempo dava o som do nunca sido: cordas umbilicais, teu nome quando, pra comungar, as coisas desvalando, dia te deu um sono desabrido. Dia te deu...
  • abril 19, 2021
  • 0 Comentarios
Leer más
Desalento Meus olhos esperançaram aurora, mas o dia foi chumbo. A chuva teimou em não deitar sobre a terra e lavar tudo. Há estilhaços cardíacos no meu apartamento e manchas vermelhas nas paredes. Por falta de chuva, derramo lágrimas como um rio para lavar a barbárie em que se ergue a nação. Pudesse eu limpar tudo, faria ainda que secasse inteira vertendo-me líquida. Inútil desejo. Penar é só um passo na história da des-humanidade. Não há chuva, nem auroras nem violetas no horizonte. Por não ter o que me...
  • febrero 26, 2021
  • 0 Comentarios
Leer más
Cronologia do limbo: Dia 1 Rotas de navegação as tenho Menos o mar Não sei mais o caminho para o mar Me enterro Sei dos meus pés os limpo os lavo o cheiro da terra não sai Tenho me tornado bicho? Uma árvore? Alguma erva daninha? Que dano eu posso causar? Marcas marinhas as tenho Do meu tempo peixe faço fácil chorar Umedeço E a terra toda parece gostar e floresço Deve ser algum plano verdejar esse canto escuro molhar esse planalto seco enraizar esse solo raso Mas rotas...
  • febrero 10, 2021
  • 0 Comentarios
Leer más
O Salto Ceumar fez a canção em março e Caco Pontes criou os versos em ressonâncias misteriosas com a Grande Mutação de dezembro de 2020. Algo já estava no ar e a música/ poema/imagens se alinharam ao momento cósmico iminente. A canção “O Salto” foi feita por Ceumar em março de 2020, no início da quarentena, devido à pandemia de Covid-19 e a chegada do vírus ao Brasil. Todas as perguntas estavam no ar e também a busca por respostas. No mesmo período, a cantora e compositora enviou o...
  • febrero 2, 2021
  • 0 Comentarios
Leer más
OSSOS a distância enche a imaginação de alegorias das alegrias antigas que colecionamos quando é noite os silêncios se avolumam e as suposições convertem em bichos as sombras não me desculpe as loucuras os desacertos as vertigens a vida é toda sobre ir e se o caminho tem caso com a desavença a poesia fica sendo o sapato de amansar o calo da existência. felicidade devia ser perto. mas – é certo que a gente [será só eu? guarda esse talento crônico pra lonjura não me culpe as escusas...
  • enero 27, 2021
  • 0 Comentarios
Leer más
Neste tempo escuro Desafortunada é a morte e vou escrevendo na parede o medo . A dor dos que estão presos no casulo. Não respiro cristais e de boca aberta dormem os sonhos. Vivos cuidamos dos vivos, mas não cuido nem de mim neste refúgio de fundas grutas. E o homem mastiga o homem. E vem parir com a noite escuras ervas. República, não ousas murmurar o que no sótão armas, nem conceber sequer em tua concha, pérolas. O que é mistério à erudição engana. E o que brota...
  • noviembre 11, 2020
  • 0 Comentarios
Leer más
Haute cuisine      A linguagem nebulosa dos trapaceiros serve apenas a objetivos temporários. Ezra Pound   Vende-se Poema limpinho, recatado, do lar, gestos medidos, voz doce, Inspirado em __________ ou ____________ (preencha você), Fácil de escrever, “conceitual à beça” prosaico até dizer chega Não fede nem cheira Sem susto nem substância Recheado de clichês Vende-se Vendo-me Foda-se Inocência morreu de velhice e álcool Quero aproveitar minha evidência Os 15 minutos de Andy Warhol Em lugar de poesia eu trago a pose (o que você achou que fosse?) Não...
  • octubre 9, 2020
  • 0 Comentarios
Leer más
A hora certa Certas coisas acabam na hora certa: mas essas são tão raras; pois quase todas as coisas se enterram bem antes de acabadas, esboços de si mesmas, ou então depois da própria morte, em estado de decomposição: por exemplo, os amores, os ideais, a juventude, as vidas dos animais, dos seres humanos e dos deuses, as cantadas, os poemas… Mas viva o que consiga inopinadamente chegar ao próprio termo na hora exata.   — Poema inedito     Nihil nada sustenta no nada esta terra nada este...
  • agosto 21, 2020
  • 0 Comentarios
Leer más
Categorías