poesía contemporánea

TODOS NA TUMBA (a Charles Bukowski)   Charles, ninguém se importa com você. Seu poema não importa. Nem a lama nos sapatos do jovem que acaba de fugir de casa e tem nas mãos um pássaro com a perna quebrada. Observo da janela da sala: ninguém se importa com eles. Você não sabia? Você não se lembrava? A cerveja que busco na geladeira, derramo-a em dois copos e, solitária, brindo ao amor. Que importa se os transeuntes deixaram os olhos em casa?     TEATRO   O vizinho do...
  • julio 27, 2020
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UNATTAINABLE BODIES after the surrealist, Hans Bellmer He cross-dresses to merge with his creations, a language that savors desire’s aggressive fingers, hangs a doll from a tree, dumps a doll on stairs, arranges a meat-rack doll from his real-life lover’s form. Experimental poetry, he names it: wood, flax, and plaster. He adds nuts and rods, molds mask-like faces to build life-sized monster dolls with breasts, genitals. Oscar Kokoschka’s obsession, lurid murders, and the cold shadow of his fascist father’s harshness inspire him. Each imperfect body is an abused, dismembered...
  • junio 24, 2020
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